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 Fernando Marinho
01.Mai.2012
 

Vencedor do 1º Prémio da 3ª Categoria e vencedor do Prémio Tauromaquia.

A Banda Musical de Amarante apresentou-se a concurso com: 56 Músicos

O seu quadro de efetivos normal é de: 48 Músicos


Antes de mais muitos parabéns pelo seu êxito.

 

 Maestro Fernando Marinho, que significado tem para si este prémio?

Pessoalmente, é um orgulho muito grande conseguir este reconhecimento para a Banda Musical de Amarante e para a minha cidade.



 Acha que não teve rivais à altura na sua categoria?

Infelizmente, devido à distância e duração da viagem, não me foi possível escutar as outras bandas concorrentes. No entanto, e face à evolução que se tem desenrolado nos últimos anos, acredito que o nível da categoria tenha sido elevado e equilibrado.



 Não poderia ter concorrido à categoria superior?

Foi uma opção da direção artística da Banda Musical de Amarante concorrer nesta categoria. Eventualmente, e face ao programa proposto, a banda poderia ter tentado a categoria superior. No entanto, penso que foi a opção certa.



 A Banda de Amarante ao participar pela primeira vez num concurso pretendeu exatamente o quê? Ganhar? Experenciar o momento? Dar-se a conhecer?

Todas as questões que coloca têm uma resposta positiva. A Banda Musical de Amarante procurou e pretendeu tudo isso. No entanto, o principal objectivo da banda era mesmo ter a oportunidade de preparar e participar num evento diferente. E isso foi conseguido.



 Como se preparou para este concurso? Qual foi o seu plano de trabalho?

O plano de trabalho foi delineado em Janeiro de 2012. No entanto, o plano inicial sofreu algumas alterações. Inicialmente estava previsto que o maestro titular da banda, Armando Teixeira, dirigisse a banda no concurso. Infelizmente, motivos pessoais graves do maestro não permitiram que pudesse dirigir no concurso.
O maestro Armando Teixeira fez alguns ensaios de leitura e trabalho de naipe durante os meses de Fevereiro e Março. Fui acompanhando e complementando alguns desses ensaios e preparei um plano mais intensivo para o mês de Abril, que englobou ensaios de naipe, ensaios tutti e um concerto de preparação, que se realizou no dia 25 de Abril no Cine-Teatro de Amarante. Toda esta preparação culminou com o concurso no dia 28 de Abril.



 Doravante a Banda de Amarante terá uma nova autoestima?

Este prémio ajuda, sem dúvida, a elevar a autoestima da banda. Os músicos já estavam motivados com a simples participação no evento e ainda ficaram mais motivados com esta vitória.



 O quadro de efectivos da banda foi reforçado para este concurso?

O quadro de efectivos da banda foi complementado com alguns colaboradores habituais, professores do Estágio de Verão e Curso de Aperfeiçoamento de Sopros e Percussão da Banda Musical de Amarante, para suprir as necessidades e equilíbrios instrumentais exigidos para o evento.



 Que aspetos considera relevantes, para a banda e para o diretor artístico, para participar num concurso?

A motivação é o aspecto mais relevante para participar num concurso. Se os músicos estiverem motivados, tudo é possível. Analisando o regulamento, é necessário adaptar, de uma forma correcta, as peças obrigatórias e de livre escolha à banda. A cuidada preparação de tudo é fulcral, desde o estudo das partituras, a planificação dos ensaios e a organização da viagem.



 Concorda que há Bandas de 1ª, 2ª e 3ª categorias?

Nunca será fácil catalogar as bandas por categorias. Mas é óbvio que existe um nível diversificado nas bandas.



 A que categoria acha que pertence, a partir de agora, a Banda de Amarante?

Se existir um catálogo de categorias bandísticas (que penso não existir), a Banda Musical de Amarante pertence rigorosamente à mesma categoria que pertencia antes deste concurso.



 Gostaria de saber a sua opinião sobre a que categoria concorrer, no momento da decisão de participar num concurso. Considere os seguintes quadros perante os quais se depara o diretor artístico de uma banda:


a) Há nível para concorrer a “X” categoria mas corre-se o risco de não ser premiado.
Decisão: É melhor concorrer à categoria inferior;

b) Há nível para concorrer à categoria superior mas os rivais são muito “fortes”.
Decisão: É melhor não. Optar por uma categoria inferior é a melhor solução para a banda;

c) “O espírito que deve presidir à decisão de participar num concurso é a evolução da banda”. Mas participar e não ganhar pode “beliscar” a imagem do diretor artístico ou da banda. A autoestima pode ficar afetada....
Decisão: É mais seguro concorrer a um nível inferior;

Maestro Fernando Marinho, que decisão tomar?

Essa decisão pode não ser fácil, principalmente se se tratar de uma banda jovem e inexperiente neste tipo de eventos, como é a Banda Musical de Amarante. Como desafio pessoal, acho que se deve sempre tentar adequar o programa exigido ao nível da banda. Este tipo de concurso deverá, a meu ver, servir para criar estímulos que permitam um normal desenvolvimento da formação, quer ao nível artístico, quer ao nível social. Todos os outros motivos que refere deixam de fazer sentido se não se valorizar a primeira premissa: participar!



 Maestro, se não tivesse sido premiado como reagiria?

Com naturalidade. Quando nos propomos a um evento destes, quando nos sujeitamos a ser avaliados por um júri, nunca sabemos qual será o resultado. Temos é que aceitar…



 Quais são os “aspetos a melhorar”, na sua opinião, neste concurso?

Em primeiro lugar, a direcção deste concurso está de Parabéns!
O evento está extraordinariamente bem organizado, desde a divulgação, ao acompanhamento que nos é dado, ao concurso em si, etc. Há sempre aspectos a melhorar. Alguns deles sei que acontecem por dificuldades de espaço, como o facto de as bandas terem que afinar fora do edifício, depois deslocarem-se no exterior para o local do concerto, e não terem oportunidade de aquecer/ afinar no local. Já no local do concerto, acho que o tempo disponibilizado para organização do local pelos músicos deveria ser ligeiramente maior, nomeadamente para os instrumentistas de percussão, que tiveram que tocar com instrumentos que não conhecem. Mas compreendo que se tente proporcionar um espectáculo contínuo, ao público. Sugeria ainda, se possível, que se agrupassem em blocos as bandas das diferentes categorias. Acho que era benéfico, a vários níveis.



 Tem acompanhado o trabalho que produzimos no site bandasfilarmonicas.com sobre este concurso? Que opinião tem sobre o nosso trabalho de apoio e divulgação das Bandas Filarmónicas?

Acompanho sempre os eventos que o Vosso site disponibiliza. Acho que é um trabalho importante, meritório, que em muito contribui para o desenvolvimento das nossas bandas filarmónicas. Continuem assim! É de louvar…



 Muito obrigado Maestro Fernando Marinho, pela sua colaboração e pela sua disponibilidade.




 

Curriculum de Fernando Marinho

Manuel Fernando Teixeira Marinho da Costa nasceu em Amarante, em 1979.

Iniciou os seus estudos musicais aos seis anos na Banda Musical de Amarante.

Frequentou a Academia de Música de Paredes e o Conservatório Regional de Gaia, onde concluiu o curso básico de flauta, na classe do professor Jorge Salgado C. Correia e ingressou, de seguida, no Conservatório de Música do Porto onde se diplomou, em 2001, com o curso complementar de flauta com a classificação de 19 valores, na classe do professor Olavo Tengner Barros.

Paralelamente, concluía a Licenciatura para Professores do Ensino Básico, na variante de Educação Musical na Escola Superior de Educação do I. P. Porto.

Ingressou, de seguida, na Escola Superior de Música de Lisboa onde viria a diplomar-se, com elevada classificação, com a Licenciatura em Música – flauta, tendo estudado com os professores Olavo Tengner Barros (flauta), Pedro Couto Soares (traverso), Nuno Inácio e Olga Prats (música de câmara).

Frequentou ainda a Academia Nacional Superior de Orquestra onde concluiu a Licenciatura em Instrumentista de Orquestra – flauta e frequenta o Mestrado, na classe do professor Nuno Inácio.

Conclui a Profissionalização em Serviço na Universidade Aberta.

Colabora regularmente com algumas das principais orquestras profissionais portuguesas: Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra do Norte, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra do Algarve e Remix Ensemble.

Apresentou-se a solo com a Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública, Orquestra de Sopros da Escola Superior de Música de Lisboa e Banda Sinfónica Portuguesa, sob a direcção dos maestros Comissário Ferreira Brito, Alberto Roque e Francisco Ferreira.

Estas experiências como músico de orquestra permitiram-lhe trabalhar com um grande número de maestros: António Saiote, Beat Fourré, Brian Schembri, Claude Kaesmaecker, Cristhopher Bochmann, Daniel Nazareth, Edwin Roxburgh, Eiji Oue, Esa-Pekka Salonen, Guillaume Bourgogne, Jan Cober, Jean-Marc Burfin , entre outros e actuar nas principais salas portuguesas e ainda em Espanha, Áustria, Luxemburgo, Holanda, Alemanha e França.

Frequentou cursos de flauta com Vincens Prats, Istvan Matuz, Patrick Gallois, Jorge Caryevschi, Jean Ferrandis, Marc Hantai (traverso), entre outros, e participou na Conferência Internacional da Flauta da British Flute Society – Inglaterra; cursos de pedagogia musical com Jos Wuytack e Pierre van Hauwe e direcção com Robert Houlihan, Baldur Bronniman, Mitchel J. Fennel, António Saiote, Marcel van Bree, Eugene Migliaro Corporon, José Rafael Pascual-Vilaplana, Douglas Bostock, Jean-Sébastien Béreau e Ernst Schelle, bem como o curso de formação de regentes de bandas civis, promovido pelo INATEL.

Foi vencedor do 1º Prémio Jovens Instrumentistas do Marão, organizado pela Adesco e do 3º Prémio Jovens Músicos da RDP em Música de Câmara – Nível Superior.

Participa regularmente na estreia e divulgação de obras de compositores portugueses, algumas a si dedicadas.
É autor de composições e transcrições para banda, editadas pela Lusitanus Edições.

Em 2000, foi bolseiro do Programa Erasmus ao abrigo do qual estudou pedagogia musical na Paedagogische Akademie der Dioseze Linz, na Áustria. Paralelemente, frequentou aulas como aluno externo no BrucknerKonservatorium Linz, onde estudou com o professor Helmut Trawoger.

Pertence aos quadros da Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública, onde desempenha as funções de solista em flauta.
Foi professor de flauta na Academia de Música de Santa Cecília, Conservatório de Música D. Dinis, Escola Profissional de Música de Espinho e na Escola de Música Leal da Câmara (Conservatório de Música de Sintra) e Escola Superior de Educação Jean Piaget/Arcozelo.

Leccionou as classes de flauta e direcção de orquestra de sopros em cursos de aperfeiçoamento em Montemor-o-Velho, Minde, Odivelas e Amarante.

Desde Outubro de 2005 que é o responsável artístico pelo Grupo Recreativo e Musical – Banda de Famalicão. Dirigiu ainda a Sociedade Filarmónica Lealdade Pinheirense e a Banda dos B. V. Progresso Barcarenense.

Dirigiu a Banda Sinfónica Portuguesa, Orquestra de Câmara de Sintra, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra de Sopros do Conservatório de Música D. Dinis, Fanfare Orquestra da Escola Profissional de Música de Espinho, Symphonisches Blasorchester Muzikkorps der Bundeswehr (Alemanha) e venceu o concurso para o lugar de maestro da Banda de Música Cultural de Salceda de Caselas (Espanha).

Estudou na Holanda, onde concluiu o Mestrado em Direcção de Orquestra de Sopros na Zuid-Nederlandse Hogeschool voor Muziek – Conservatorium Maastricht, na classe do maestro Jan Cober.

É, desde 2010, maestro das Orquestras do Conservatório de Música do Porto.

 

 
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Reportagem Banda Sinfónica da PSP

V Aniversário do Ensemble Palhetas Duplas

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